ANCORAGEM DE ÓXIDO DE GRAFENO-AMINO-FUNCIONALIZADO EM CARVÃO DE RESÍDUO DE MADEIRA E SUA APLICAÇÃO NA ADSORÇÃO DO AZUL DE METILENO

  • Tiago José Marques Fraga Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Resumo

Dentro do conceito de Economia Circular, o beneficiamento de resíduos tem um papel preponderante diante do cenário de proteção do meio-ambiente. Nesse sentido, resíduos de madeira de móveis de escolas da cidade de João Pessoa-PB foram empregados como matéria-prima de um gaseificador de leito fixo, tendo como subproduto o carvão vegetal. No processo, foram gerados 26 kWe em energia. O carvão oriundo do processo de gaseificação de resíduos de madeira foi então utilizado como suporte para o óxido de grafeno-amino-funcionalizado. Após sua síntese o novo adsorvente (OG-NH-C) foi caracterizado através das técnicas de Difração de raios-X (DRX), Espectroscopia no Infravermelho (FTIR) e Espectroscopia de Raman e Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Em seguida, o OG-NH-C foi aplicado como adsorvente do corante catiônico Azul de Metileno (AM). Estudo de cinética mostrou que o sistema atinge o estado de equilíbrio decorridos 10 min, com capacidade de adsorção calculada 24,82 mg∙g-1e constante de pseudo-segunda ordem de 1,97 g∙mg-1∙min-1. Além disso, o modelo cinético de pseudo-segunda ordem (PSO) melhor se ajustou aos dados experimentais. Testes de influência do pH mostraram que a adsorção do AM é mais favorável em pH 12,0, em que se obteve capacidade de adsorção de 24,91 mg∙g-1. Diante dos resultados expostos, pode-se evidenciar o grande potencial de aplicação do carvão de resíduos de madeira como adsorvente de corantes têxteis.

Biografia do Autor

Tiago José Marques Fraga, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Autor: 

Tiago José Marques Fraga1(tiago.fraga2012@gmail.com), Ellen Alves dos Santos2(ellenalvesdossantos@gmail.com), Maryne Patrícia da Silva1(mpsilva@gmail.com), Lettícia Emely de Lima Ferreira3(letticialima28@gmail.com), Bruna Figueiredo do Nascimento1(bf-nascimento@hotmail.com), Thiago Sabino Pessôa1(thiagosabino22@gmail.com), Jorge Vinicius Cavalcanti1(jorgevcavalcanti@gmail.com), Maurício Alves da Motta Sobrinho1(mottas@ufpe.br)

1 Departamento de Engenharia Química – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

2 Departamento de Engenharia Química – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

3 Centro de Biociências – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Publicado
2019-06-14