VIABILIDADE DA COMPOSTAGEM DE GLICERINA BRUTA COM RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS: Relação Carbono:Nitrogênio

  • Francielly Torres dos Santos Universidade Federal do Paraná

Resumo

Com o aumento populacional ocorreu exponencialmente o consumo de alimentos e consequentemente o maior número de produção de alimentos e de bens de consumo nas agroindústrias. No entanto, a geração e destino desses resíduos tornou-se um problema o qual a compostagem pode representar uma forma viável de tratamento. A partir da combinação de diferentes resíduos gerados pela agroindústria da cadeia de produção de suínos, junto a concentrações distintas de glicerina bruta (subproduto gerado a partir da produção de biocombustíveis) realizou-se o processo de compostagem. O objetivo do presente estudo foi avaliar o comportamento da relação carbono/nitrogênio ao longo do tempo de estabilização dos resíduos, afim de verificar a eficiência do processo de compostagem. Os tratamentos foram baseados na concentração (% em massa seca) de glicerina bruta (0,0; 1,5; 3,0; 4,5 e 6,0%), com amostragens realizadas quinzenalmente. A relação C:N foi determinada pela simples razão entre carbono orgânico total (COT) e nitrogênio total Kjeldahl (N). O processo de compostagem de resíduos da cadeia de suínos com glicerina bruta associada ao carvão demonstrou-se satisfatório. Apenas nos tratamentos com 1,5 e 6,0% de glicerina bruta, o teor de carbono apresenta-se abaixo do indicado pela IN nº25/2009. O teor de nitrogênio concentrou ao final do processo de compostagem em todos os tratamentos. Ocorreu a redução da relação C:N ao final do processo de compostagem. Sendo assim, o processo de compostagem de resíduos da cadeia de suínos com glicerina bruta associada ao carvão apresenta-se satisfatório.

Biografia do Autor

Francielly Torres dos Santos, Universidade Federal do Paraná

Autores

Francielly Torres dos Santos (francielly_torres@hotmail.com)1,

Cleide Fehmberger (cleide.fehmberger@hotmail.com)1,

Cleiton Margatto Aloisio (cleiton.margatto@gmail.com)1,

Eliane Hermes (elianehermes@yahoo.com.br)1,

Ivonete Rossi Bautitz (i.rossi@hotmail.com)1

1 Universidade Federal do Paraná – Setor Palotina.

Publicado
2019-06-14