A RECICLAGEM EM ECOSSISTEMAS URBANOS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES NA AMAZÔNIA SUL OCIDENTAL

  • Júlio Cesar Pinho Mattos Centro Universitário Unimeta

Resumo

A geração diária de resíduos sólidos nos ecossistemas urbanos, tornou-se a maior preocupação ambiental do planeta no século XXI. O Brasil em 2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a Amazônia Sul Ocidental brasileira apesar de apresentar os menores índices de geração de resíduos sólidos urbanos no país em função do reduzido número de habitantes em seus ecossistemas urbanos, no entanto, as ações voltadas para redução, reutilização e a reciclagem desses resíduos que são princípios da PNRS, deveriam ser perseguidas com eficácia. O presente trabalho, tem por finalidade avaliar no período de 2012 a 2016 através de dados indiretos obtidos no sistema nacional de informações de saneamento (Snis), no tema resíduos sólidos e do plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos do município de Rio Branco-AC. A quantidade de materiais reciclados recuperados no período de estudo foi 1695,2 toneladas, em 2016 e, representou apenas 4,6% da massa de resíduos sólidos gerados no município. Observou-se que algumas metas propostas para os resíduos sólidos industriais não foram alcançadas ou iniciadas. As ações de redução, reutilização e reciclagem podem ser classificadas como tímidas, uma vez que o volume de material reciclado em um ano, não representar um dia dos resíduos sólidos urbanos coletados pelo serviço municipal de limpeza urbana, associações de catadores, entre outros. Fortalecer o compromisso empresarial para a reciclagem na Amazônia Sul Ocidental ainda é um desafio que precisa ser enfrentado pelo poder público, o setor empresarial e a população.

Biografia do Autor

Júlio Cesar Pinho Mattos, Centro Universitário Unimeta

Júlio Cesar Pinho Mattos1 (eng.juliomattos@gmail.com), Thales Araújo de Figueiredo1, (thalesfigueiredo1988@gmail.com

 

1 Centro Universitário Unimeta