QUANTIFICAÇÃO DA BIOMASSA RESIDUAL DA COPA DE ÁRVORES EM ÁREA DE FLORESTA MANEJADA, MOJU, PARÁ

  • Iracema Maria Castro Coimbra Cordeiro Dra. Pesq. Fazenda Agroecológica São Roque
  • Paulo Luiz Contente de Barros Dr. Consultor
  • Lorena de Almeida Coimbra Universidade Federal Rural da Amazonia
  • Yorranna Kelly Rossy da Silva Universidade Federal Rural da Amazonia

Resumo

Para estimar a biomassa lenhosa residual oriundas de área de floresta manejada, foram selecionadas três unidades de trabalho (UT) e dez espécies florestais na unidade de produção anual (UPA) da Fazenda Agroecológica São Roque no município de Moju, Estado do Pará. Por meio de amostragem, foi quantificada a biomassa residual da copa das árvores pós exploração. Os resíduos das espécies foram cubados pelo método geométrico de toras do fuste e pela relação entre o volume sólido (m3) e o estéreo (st) utilizando-se fatores de Empilhamento (Fe) e Fator de cubicação (Fc) e o Índice da Relação entre o Volume dos Resíduos gerados e o Volume das Toras Extraídas (IRc st/m³). Os resultados encontrados para o Fc foi de 1,61 st/m³ e para Fe de 0,62 m³/st. A relação entre IRc (st/m³) foi igual 1,54 m³, sendo superior a relação de 1:1 m³ estabelecida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade-SEMAS. O percentual da biomassa residual é diferenciado conforme a espécie, sendo que o maior percentual do Angelim vermelho (38,23%), seguido da maçaranduba (18,31%). Os resíduos gerados pelas copas das árvores vizinhas representam 45,81 %, seguido das galhas (42,79 %) e toretes (11,40 %). Pelo percentual de resíduos provenientes das galhas das árvores que ficam na floresta conclui-se que toda essa matéria-prima apresenta potencial de uso como biomassa combustível, na fabricação de moveis e artesanatos diminuindo os desperdício e a pressão sobre as florestas. 

Palavras chave: Amazônia; biomassa florestal; manejo florestal.

 

 

Publicado
2018-06-27