CARACTERIZAÇÃO GRANULOMÉTRICA E MINERALÓGICA DE LODO DE TRATAMENTO DE ÁGUA COM VISTAS AO SEU APROVEITAMENTO NA PRODUÇÃO CERÂMICA

  • Marcela Roberta Almeida Ferreira Universidade Federal de Itajubá

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a composição granulométrica e mineralógica de lodo de tratamento convencional de água para abastecimento público, buscando definir as aptidões e restrições para o seu aproveitamento como insumo na produção cerâmica.  Amostras de lodo foram analisadas em relação à granulometria (pelo método de dispersão total) e mineralogia (por Difratometria de Raios-X pelo método de policristal). Os resultados granulométricos indicaram predomínio da fração fina, com média de 91,3%; em detrimento da fração grossa, média de 8,7%. A mineralogia das amostras é composta por caulinita - teores de 57 a 68% e média de 62%; gibbsita - teores de 27,7% a 32,6% e média de 29,2%; muscovita - teores variando de 3% a 9% e média de 6,2% e quartzo, com teores de 0% a 6% e média de 2,7% nas amostras analisadas.  Os resultados indicam aptidões para o emprego de lodo de estação de tratamento de água na produção cerâmica. A granulometria é um ponto positivo, considerando o alto teor da fração fina. A mineralogia predominantemente caulinítica favorece o emprego do lodo na produção de cerâmica branca. Os baixos teores de quartzo contribuem para o aumento da resistência mecânica; enquanto que a gibbsita proporciona boa isolação elétrica e alta resistência química. Os resultados indicam que a utilização do lodo de ETA na produção cerâmica apresenta-se viável tanto do ponto de vista técnico, devido às características favoráveis para a utilização deste material, quanto do ponto de vista ambiental, como solução para o descarte inadequado deste resíduo.

Biografia do Autor

Marcela Roberta Almeida Ferreira, Universidade Federal de Itajubá

 Autores

Marcela Roberta Almeida Ferreira1 (marcelarobertaaf@gmail.com),

Fernanda Maria Belotti1(fernandabelotti@unifei.edu.br),

Ricardo Scholz (r_scholz_br@yahoo.com)2

1 Universidade Federal de Itajubá – Campus Itabira

2 Universidade Federal de Ouro Preto – Escola de Minas

Publicado
2019-06-14