CARACTERIZAÇÃO GRAVIMÉTRICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE: FERRAMENTA PARA APRIMORAR A COLETA SELETIVA

  • Mayza de Andrade Pereira Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Marcelo Côrtes Silva
  • Anne Caroline de Medeiros Lima
  • Pedro Moreno Feio de Lemos
  • Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

Desde 2012 o Centro de Ciências da Saúde da UFRJ passa por um processo de readequação de gestão de resíduos sólidos, no qual a implantação de coleta seletiva desempenha importante papel para atender às leis e normas vigentes. Porém, a análise demonstra que existem resíduos recicláveis que estão sendo incorretamente destinados a aterro sanitário. Nesse sentido, o estudo objetiva mensurar a quantidade de resíduos recicláveis que não estão sendo corretamente destinados, o que servirá de parâmetro para ações de gestão que aprimorem a coleta seletiva. Para tanto, foram pesados os resíduos de Classe II gerados numa semana letiva do mês de maio do ano de 2017, totalizando uma média de 930 kg/dia. Na semana letiva posterior, coletou-se uma amostra de 10% destes resíduos/dia que foi submetida ao método de quarteamento, definido pela NBR 10007. Esta metodologia é proposta por Soares (2011) para a realização do estudo gravimétrico dos resíduos. Os resultados evidenciam que a maior parte dos resíduos destinados ao aterro, 66%, não são recicláveis. Entretanto, 34% dos resíduos são recicláveis. A destinação inadequada desses recicláveis acarreta consequências ambientais, ao não promover a reutilização e reciclagem e socioeconômicas ao não destinar os recicláveis às cooperativas de catadores. Além disso, todo resíduo reciclável destinado a aterro promove um aumento do custo nos contratos de destinação de resíduos à Universidade. Este estudo tem grande importância para a otimização do modelo de gerenciamento do CCS.

Palavras-chave: Resíduos Sólidos; Reciclagem; Composição Gravimétrica.

Biografia do Autor

Marcelo Côrtes Silva
Professor Substituto, CAp UFRJ
Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Departamento de Ecologia
Publicado
2018-06-27