ODS 11 e o desafio das cidades sustentáveis: políticas públicas e uso do plástico em pauta
O crescimento acelerado das cidades e o aumento da geração de resíduos sólidos, especialmente plásticos, colocam em evidência a urgência de políticas públicas eficazes e da educação ambiental como pilares para a construção de cidades sustentáveis, conforme previsto no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 da ONU.
Segundo dados da ONU/DESA, até 2050 cerca de 68% da população mundial viverá em áreas urbanas, o que intensifica os desafios relacionados à infraestrutura, ao consumo de recursos naturais e à gestão de resíduos. No Brasil, a situação é agravada pelos baixos índices de coleta seletiva e pelo atraso na integração da educação ambiental nos currículos escolares, embora haja avanços com legislações estaduais e municipais que restringem o uso de plásticos descartáveis.
O artigo destaca que a urbanização sustentável deve ir além da oferta de serviços básicos, incluindo transporte de qualidade, segurança, saúde, educação e moradia digna. Para isso, é essencial que governos e sociedade civil atuem de forma conjunta, garantindo participação popular nos processos de planejamento urbano e fortalecendo a cultura da sustentabilidade.
Entre os caminhos apontados estão:
• Educação ambiental como instrumento de cidadania ativa, capaz de transformar atitudes e promover responsabilidade compartilhada.
• Economia circular e logística reversa, substituindo o modelo linear de produção por fluxos de reutilização e reciclagem.
• Tecnologias limpas, como ecodesign de embalagens, bioplásticos, reciclagem química e sistemas de rastreabilidade digital.
• Parcerias com cooperativas e startups, ampliando a inclusão social e a inovação na gestão de resíduos.
Apesar dos desafios, o Brasil avança com políticas e acordos internacionais e com iniciativas locais que buscam reduzir o impacto dos plásticos nos ecossistemas urbanos. A Meta 11.3 do ODS 11 reforça a necessidade de fortalecer a capacidade de planejamento participativo e integrado das cidades até 2030, tornando a educação ambiental e as políticas públicas instrumentos indispensáveis para esse processo.
Conclusão
O futuro das cidades depende da capacidade de integrar planejamento urbano inteligente, políticas públicas inclusivas e educação ambiental transformadora. O uso responsável do plástico e a gestão adequada dos resíduos sólidos são peças-chave para que o Brasil avance rumo a cidades mais justas, resilientes e sustentáveis.
________________________________________
📌 Leia o artigo completo na Revista Tecnologia e Sociedade: https://periodicos.utfpr.edu.br/rts/article/view/20483/10986
________________________________________